CTIC representa a UFPA no Exercício Guardião Cibernético 8.0
A 8ª edição do Exercício Guardião Cibernético 8.0 ocorreu entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026, sendo coordenada pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do Exército Brasileiro. Considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul, simula ataques digitais complexos contra infraestruturas críticas. Com mais de 1.300 participantes, cerca de 240 organizações e representantes de 14 países, o evento simula ataques virtuais para preparar respostas rápidas e proteger serviços essenciais como energia e telecomunicações.
Ataques simulados em tempo real
A dinâmica da operação foi estruturada no modelo Red Team vs. Blue Team:
- O Grupo Atacante (Red Team): Composto por especialistas das Forças Armadas, simulou invasões complexas, disparos de ransomware, sequestro de dados e tentativas de negação de serviço (DDoS).
- O Grupo Defensor (Blue Team): Integrado por técnicos de órgãos governamentais, agências reguladoras e do setor privado, atuou na detecção contínua, contenção de danos e mitigação das ameaças em tempo real.
As operações focaram nas chamadas infraestruturas críticas nacionais — setores cuja interrupção comprometeria diretamente a segurança e a economia do país: energia, telecomunicações, transporte, sistema financeiro, recursos hídricos e biossegurança
Além de Belém, o treinamento ocorreu simultaneamente em outras cidades do Brasil, trazendo palestras e ações educativas abertas ao público, em Belém, mais de 50 organizações públicas e privadas participaram do exercício para testar planos de contingência. A UFPA integrou o grupo de observadores ao longo de toda a semana, como a maior universidade da região norte, sua presença foi uma oportunidade chave para garantir a troca de informações e experiências vividas com outras equipes de resposta a incidentes cibernéticos de setores como financeiro, saúde, energia e transporte.
O Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) representou a Universidade através da participação do Coordenador de Redes e Cibersegurança Cleber Souza. A UFPA também pode enviar uma equipe de professores e alunos para conhecer o evento, no dia destinado a visitação acadêmica, onde os alunos dos cursos de Tecnologia da Informação puderam conhecer tudo o que estava sendo discutido e ver na prática os fundamentos aprendidos em sala de aula.
O Prof. Dr. Roberto Samarone destacou a relevância do evento para a formação dos estudantes, ressaltando o interesse dos mais de 50 alunos presentes. “O exercício foi extremamente proveitoso. O Exército apresentou de forma didática a estrutura da operação, os objetivos e o papel de cada grupo participante, enfatizando a importância da cooperação interinstitucional. Nossos alunos puderam entender a fundo desde o funcionamento do Centro de Operações até a dinâmica de ataque e defesa das equipes Red Team e Blue Team. Todos tiveram total liberdade para tirar dúvidas”, relatou.
O professor mencionou ainda o reencontro com um ex-aluno da UFPA, hoje atuante no CENSIPAM na área de segurança, e destacou o impacto motivacional do evento: “Essa vivência incentiva os estudantes a seguir carreira em segurança da informação, desenvolver TCCs ou ingressar no mestrado e doutorado. Para o ano que vem, a expectativa é que possamos retornar e, quem sabe, participar diretamente como uma das entidades atuantes no exercício.”
Cleber Souza enfatizou a cooperação entre as instituições e a identificação de desafios em comum trazidos pelos cenários simulados. “Conseguimos identificar que todas as instituições enfrentam desafios semelhantes aos da Universidade, sejam vazamentos de dados ou tentativas de invasão aos sistemas. Saímos do exercício com o sentimento de que podemos fazer mais, munidos de novas ideias para implementar na rede da Universidade e elevar nossa resiliência cibernética.”
Cooperação internacional e diplomacia cibernética
Além do engajamento de empresas privadas e órgãos do Governo Federal, a presença de observadores, com a UFPA, e analistas de 14 países fortaleceu o intercâmbio de inteligência e a diplomacia defensiva. A troca de metodologias sobre ameaças transnacionais permitiu alinhar protocolos brasileiros com padrões globais de segurança da informação.
De acordo com o Diretor do CTIC da UFPA, Marco Capela, a participação na operação reflete um ganho maturidade direto para a Universidade:
“O Guardião Cibernético demonstrou que a segurança da informação e a segurança cibernética vão muito além do teste de ferramentas tecnológicas. O grande diferencial é colocar à prova a nossa capacidade de articulação humana e institucional sob extrema pressão. É dessa forma que conseguimos evoluir e elevar o nível de maturidade da nossa gestão de TI”, destacou.
Com o encerramento das simulações, as equipes participantes passaram a consolidar um relatório de lições aprendidas. As recomendações geradas pelo Guardião Cibernético 8.0 servirão para atualizar planos de contingência em todo o território nacional, elevando o nível de maturidade e a prontidão do Brasil no ecossistema digital.
Texto: Assessoria de Comunicação do CTIC
Foto: Gemini/Google
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